sábado, 4 de março de 2017

"Além do vaginismo, eu tinha sinéquia vulvar."

Bom dia queridas leitoras!!!

Hoje trago para vcs mais um lindo depoimento...

Muitas de vcs devem se questionar: "Será que eu tenho canal vaginal normal? Eu tenho hímen complacente? Minha vagina não tem passagem? "

Na maioria (mais de 95% dos casos), a vagina é absolutamente normal em sua anatomia e não há nenhum impedimento físico que impossibilite a penetração , além é claro da contração involuntária que a pessoa com vaginismo faz inconscientemente no momento da tentativa de penetração (seja ela com pênis, dedo, espéculo ou até mesmo um cotonete).

Mas em alguns casos, bem raros, pode realmente existir um impedimento físico além da contração involuntária. E geralmente nesses casos, o própria alteração anatômica é quem gera o vaginismo.

As vezes a alteração anatômica é bem discreta. Neste depoimento abaixo tivemos um caso de Sinéquia vulvar discreta (colabamento parcial dos pequenos lábios ou fimose feminina).

A paciente foi em vários médicos antes de se consultar conosco. E infelizmente nenhum profissional detectou o problema. Talvez tenha sido pelo fato da paciente contrair muito na hora do exame e impossibilitar uma avaliação adequada. Mas depois de muita conversa no consultório, ela conseguiu permitir o exame de forma mais relaxada, foi então que verificamos a presença de uma sinéquia bem discreta.

Para que vcs entendam, vou colocar aqui a foto de um livro com o exemplo de sinequia grave:



Como o nome já diz (do grego synechia, significa “aderência”), a sinéquia vaginal ocorre quando os pequenos lábios ficam aderidos, “grudados”.

Se detectado antes de 2 anos, o pediatra recomenda uma pomada com hormônio que geralmente é suficiente para descolar os pequenos lábios sem cirurgia!

Em alguns casos o descolamento não ocorre de forma completa, ficando apenas uma pequena prega residual a porção posterior da vulva. E quando esse menina cresce, descobre uma penetração difícil. Com as várias tentativas frustradas de penetração acompanhada de muita dor e então a paciente acaba desenvolvendo vaginismo. E esse foi exatamente o caso do depoimento abaixo. A paciente necessitou de uma pequena intervenção cirúrgica para depois iniciar a fisioterapia e conquistar a alta. Boa leitura!

IMPORTANTE!!! Antes de você tentar sozinha alternativas para conseguir vencer o vaginismo, seria muuuuito importante que você passasse, ao menos, por uma avaliação com a fisioterapia ginecológica. Com certeza isso encurtará o seu caminho rumo à "cura".  Se você for de outro estado (fora do RJ), entre em contato comigo, pois poderei te indicar uma profissional especialista (fernandapacheco84@hotmail.com).



"Olá Dra. Fernanda,

Como falamos, segue meu depoimento para ajudar outras pessoas no seu blog (desculpe, ficou um pouquinho grande, pode cortar se quiser).

Eu descobri o vaginismo há 2 anos, com 32 anos, após meu segundo casamento. Antes disso, tudo que eu achava que tinha era uma doença chamada "frescura", também chamada de timidez, vergonha, trauma ou qualquer outra coisa do tipo.

Meu primeiro relacionamento durou 11 anos no total. Durante todo esse tempo o que eu fiz foi adiar a primeira vez e quando ela finalmente aconteceu, dizia que sentia dor, tanta dor a ponto de desistir da penetração e levar o relacionamento assim até o fim. Como eu não queria filhos naquele momento, não me incomodava, já que sentia prazer (e tinha orgasmo) de outras formas e não sentia falta do que eu nunca tive (penetração). O casamento acabou e eu conheci uma pessoa que me fez questionar se o que eu sentia era normal. Pesquisamos juntos e encontramos o diagnóstico que encaixava em tudo que eu sentia: era o Vaginismo, palavra que eu nunca tinha lido antes. Dali em diante, não parei mais. Li tantas histórias, venda de kit's para tratamento pela Internet, médicos especializados, até encontrar o contato da Dra. Ferranda Pacheco. Encontrei tantas histórias bonitas que jamais imaginei que um dia teria um depoimento de vitória pra dar também.

Na primeira consulta conheci não só uma médica profissional e competente mas também uma pessoa super carinhosa que me ouviu e me fez muitas perguntas. Me mostrou o método de tratamento, me tranquilizou dizendo que eu não sentiria dor e fez o primeiro exame para saber se estava tudo ok. Ao me examinar veio a primeira pergunta: "Você nasceu prematura?". Respondi que não e ela me mostrou, através de uma fotografia, que eu tinha uma sinéquia. Sim, eu tinha um impedimento físico, uma pele que cobria quase totalmente a entrada do canal vaginal (permitindo apenas a passagem do fluxo menstrual). A Dra. Fernanda descobriu um problema que eu tinha desde que nasci e que nenhuma das ginecologistas que me atenderam me alertaram. Passei por uma ginecologista que fez um preventivo com cotonete (pois eu ainda era virgem) e nada me disse. Após minha primeira vez frustrada fui em outra médica que tentou colocar o espectro e, como senti muita dor, ela desistiu, mandou me vestir e disse pra eu tentar romper meu "hímen" com mais vigor. A terceira e a quarta ginecologista que passei, relatei o vaginismo e sequer fui examinada. Fui encaminhada à terapia, meditação, exercicios fisicos e até à leitura de livros sobre educação sexual. A Dra. Fernanda então conversou comigo sobre a necessidade de uma pequena cirurgia local para abertura da passagem do canal e posterior tratamento de urofisioterapia com ela. Nesse dia saí do consultório com lágrimas nos olhos. Ia voltando pro trabalho e lembrando de todas as vezes em que meu ex companheiro perdeu a paciência com a minha "frescura", em todas as vezes que fui orientada a tomar um vinho pra "me soltar" (inclusive por uma das médicas que me atendeu). Chorei por todas as vezes que me senti menos mulher ao ouvir histórias de amigas que tinham vidas sexuais normais. Chorei por ter guardado dentro de mim, a sete chaves, por tanto tempo, algo que ninguém sabia, nem minha mãe. Chorei por todas as vezes que fiquei triste pensando que jamais teria um filho, jamais me livraria de um trauma de anos. Chorei lembrando de cada tentativa em que, só de afastar os joelhos, já sentia meu corpo inteiro tremer, suar de medo e pavor.

Marcada a cirurgia, que foi um sucesso, tive o acompanhamento da Dra. Fernanda por telefone o tempo todo. O pós operatório foi difícil, dolorido, mas 3 meses depois eu estava de volta ao consultório pra iniciar o tratamento do vaginismo. Na primeira sessão mais lágrimas e uma pequena vitória (que pra mim já era enorme). A evolução foi rápida, tranquila, fácil e sem nenhuma dificuldade. A cada sessão eu saía mais feliz e confiante que ia dar certo. A Fernanda me fez entender a diferença entre dor e pressão. Em casa, quando fazia os exercícios (todos os dias), ouvia a voz dela falando "é dor ou pressão?" E aí entendia que não era razão dor e conseguia finalizar a fisioterapia. Tive alta em cerca de dois meses. É claro que no começo não é fácil, mas quando vi estava tendo uma relação sexual normal com meu marido. E hoje a maior razão de toda essa trajetória, por quem eu tanto lutei, pesquisei, venci meus medos, meus preconceitos, está aqui dentro da minha barriga 🙂

Estou grávida de 6 semanas, ainda sem acreditar no quanto Deus foi bom comigo, colocando pessoas tão boas no que fazem em meu caminho. Foi pelo meu filho (ou filha) que eu passei por tudo que eu achava que não seria capaz de passar. Dra. Fernanda, muito obrigada! Palavras jamais serão suficientes pra descrever o quão bem você fez a mim e à minha família. Hoje realizo meu sonho de ser mãe, hoje posso ver meus pais felizes em serem avós e coloco um sorriso nunca visto antes no rosto da minha irmã e do meu marido.

Se você está lendo esse depoimento, não perca mais tempo. Vá atrás do seu sonho, fomos criados para desfrutar do sexo de forma plena e saudável. Que Deus abençoe você assim como me abençoou. Um beijo!"
Anônima


Procure ajuda com uma profissional especialista em fisioterapia uroginecológica.
Para agendar uma avaliação ligue: (21) 2262-5335

Clínica Urofisio
www.clinicaurofisio.com.br
Av Almirante Barroso, 63, sala 317, centro. Rio de Janeiro



6 comentários:

Anônimo disse...
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Amanda disse...

Dra Fernanda, boa tarde.

Gostaria de saber se os exercícios com os dilatadores podem ser feitos com a ajuda do meu esposo, pois não consigo fazer os exercícios sozinha :(

Isto interferiria no tratamento?

Obrigada!

Fernanda Pacheco disse...

Pode sim querida!

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Unknown disse...

Lindo depoimento!
Gostaria de saber quais séria os testes fisioterapeuticos que se faz em pessoas que tem vagismo?

Marylene Siebra disse...

Vaginismo, a bola da vez!
Quem disse que não tem cura?
Tem sim!
Graças a Deus as mulheres estão mais conscientes e a procura de soluções.
No meu consultório é a disfunção sexual feminina mais solicitada no momento.
É importante que o profissional tenha conhecimento não só em fisioterapia mais muita experiência em sexologia e outras áreas do saber.
Cuidado com propagandas enganosas da Internet. Nem tudo que reluz é ouro!
Vejo profissionais com titulações que não existem.
Procurem antes informações sobre o profissional que vc escolher.
Onde se formou, se existem mesmo essas especialidades que dizem ter entre outras coisas.
Acessem:
www.marylenesiebra.blogspot.com.br
marylenesiebra@gmail.com
Estou com as postagens do blog atrasadas mas logo que possível deixarei em dia!
O IG mais presente.
Fortaleza -CE