segunda-feira, 4 de abril de 2016

"Fui há alguns médicos e nada. Diziam pra eu relaxar... Só! Como?"

Boa tarde meninas!

Mais um lindo e inspirador  depoimento...
Felicidades querida!
Obrigada pelo depoimento maravilhoso e inspirador!







"Essa semana fizemos sexo no chão. Eu quero aqui, disse. E ele foi. Transamos com desejo e prazer.
Mas nem sempre foi assim.
Uma dor insuportável. Era o que eu sentia na nossa noite de núpcias. Nossa primeira vez. Para, dói demais, eu dizia. Dói mesmo tanto assim, ele perguntava meio que sem conseguir acreditar. Não dormi. A noite inteira passou comigo chorando, frustrada. Era o vaginismo que fazia isso comigo e eu nem tinha sido formalmente apresentada a ele. E foi assim por cinco longos meses.
Mesmo recém-cadada e cheia de fotos lindas no Facebook, mesmo com o amor longânimo e compreensivo do meu marido, mesmo com tudo que alguém poderia desejar, emprego razoavelmente legal e financeiramente tranquila, mesmo assim eu estava no chão, totalmente despedaçada.
Foi em janeiro de 2016, a descoberta. A hipótese foi levantada por pesquisas na internet mas eu relutava. Não aceitava o diagnóstico. Procurei a pessoa que seria a minha grande salvadora, a fisioterapeuta especialista em disfunções sexuais, Fernanda Pacheco, que confirmou tudo e esclareceu cada detalhe.
Começou assim: casamos virgens, meu marido e eu. Imagine longos anos de namoro com esse compromisso de não transar e tolir o desejo sexual. Agora penso que a maneira como nós éramos afetados por essa repressão deu espaço para o desenvolvimento da minha disfunção e do meu sofrimento.
Mas voltemos ao grande dia - o casamento. Diante dele, no altar estava disposta a tudo e comprometida 100% com nossa nova vida juntos. Minha missão era fazê-lo feliz e, por isso, ser muito feliz. Eu a cumpriria certamente.
Minha frustração foi total. Começou com o fracasso da Lua de Mel. Nada de sexo. Tentava e não conseguia nada. Era muita dor, muita ansiedade, muita novidade, muito cansaço, muita culpa, muita impotência e principalmente muita falta de entendimento do porquê daquilo. Só comigo? Tão insuportável? Como não consigo suportar? E das perguntas, surgiam as afirmações. Sou fraca! Sou culpada por não satisfazer meu marido! Sou fresca com dor! Sou virgem... Sou casada e virgem! Essa ideia me despedaçava. Com a ajuda paciente do marido, comecei a pensar positivo. Era só a Lua de Mel. Depois vai melhorar... É só continuar tentando e uma hora vamos conseguir romper. Achava que tudo isso acontecia em função do rompimento do hímem. A dor insuportável vinha daí. Não entrava porque ele era diferente, provavelmente. Ou eu era fraca e fresca mesmo. Se toda mulher consegue, eu tinha que conseguir. Mas não conseguia, era uma fraca mesmo, pensava.
Fui há alguns médicos e nada. Diziam pra eu relaxar, só. Como? Depois de tantas tentativas, de tanto sentir dor e me frustrar, encarava a penetração como alguma coisa que eu precisava conseguir, mas que não seria boa de jeito nenhum, seria sofrida, seria um esforço. Se um dia conseguisse transar, seria algo que eu aguentaria, que eu suportaria. Era uma meta conseguir aquilo, uma meta difícil e penosa. Tudo isso só fez piorar minha disfunção. Quanto mais eu forçava, mais meu músculo entendia que aquilo era ruim pra mim, então eu me contraia involuntariamente e era insuportável.
Quatro meses depois do casamento, fui conhecer a Dra Fernanda Pacheco. Ela me recebeu com muita naturalidade. Já era entendida do assunto. Não disse que eu precisava relaxar, mas que eu precisava exercitar o músculo da vagina pra que ele esquecesse da dor e que só depois disso ele relaxaria. Ela esclareceu que não se tratava de hímem. Inclusive, eu nem tinha mais hímem, devido às tentativas. Ela me recebeu como alguém normal que tinha um problema, problema esse que podia ser resolvido. Ela mesma iria ajudar. Me passou muita confiança e conhecimento sobre o assunto. Me fez ter esperança. Me explicou o tratamento e começamos. Para completar, entrei em um grupo de pacientes atuais e antigas no whatsapp. Aquele acolhimento me fez me sentir normal e conhecer as vitórias das outras meninas me encheu de determinação. Eu derrotaria o vaginismo. Formamos uma grande família e o grupo me ajuda até hoje.
Depois de pouco mais de um mês fazendo as sessões de fisioterapia e exercitando todos os dias em casa com dilatadores, consegui minha primeira penetração sem dor. Quase não acreditei. A emoção tomou conta de mim e meu marido explodiu de felicidade. Depois desse dia a evolução foi constante e em poucas semanas éramos um casal feliz e realizado que transava, tinha fantasias e as colocava em prática. Eu tinha vencido!!!! Nós tínhamos vencido!
Me emociono demais quando tomo consciência dessa minha condição. Lutei e consegui vencer minha dificuldade com a ajuda do marido e o tratamento médico excepcional da Dra Fernanda. Hoje me sinto uma rainha. Meu marido entende que fiz um esforço real pra hoje vivermos dessa forma e me trata com regalias dignas da realeza.
Se é que posso dar conselhos, arrisco alguns:
Não desista! Você é responsável pela sua felicidade. Não espere a iniciativa de ninguém. Comece você e as coisas à sua volta vão mudar diante da sua mudança. Você não é uma coitada. Muitas sofrem e sofreram o que eu sofri. Não somos piores do que ninguém mas precisamos pegar o problema é acabar com ele. Desse jeito, olharemos pra trás e teremos muito mais satisfação no que somos, no que nos tornamos. Fomos nós que fizemos acontecer.
O vaginismo tem jeito! Saia da inércia! Se você quer, você pode fazer sexo com muito prazer.
Se já está curada, não esqueça que ainda tem gente sofrendo. Todas nós mulheres temos a missão de orientar e mostrar que há solução. Precisamos nos unir. Não julgue, ajude. Seja você agente de mudança e felicidade.
Nada é por acaso. Se você viveu isso, vai conseguir ajudar quem ainda vai viver. Quando isso acontecer, não perca a oportunidade.
A vida tem momentos que nos fazem questionar se vale a pena continuar. Mas não duvide que o amanhã pode ser a resposta pra essa pergunta: sim, vale.
Pra mim valeu muito!"



4 comentários:

Anônimo disse...

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Obrigada

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